Setembro 2026 8 min de leitura Grande Vitória, ES

Toda empresa que faz entrega chega nessa dúvida: contrato um motoboy ou terceirizo? E quase sempre a comparação é feita errado — coloca-se o salário de um lado e o preço da corrida do outro, como se fossem grandezas equivalentes.

Não são. Este artigo mostra a conta completa, sem número inventado: os componentes são estes, os valores são os seus.

O custo que aparece na folha

A parte fácil, que todo mundo lembra:

Só essa lista já costuma somar bem mais que o salário nominal. Mas ela ainda é a parte pequena do problema.

O custo que não aparece na folha

Se a moto é da empresa:

Se a moto é do funcionário, some o valor de reembolso ou ajuda de custo combinado — e some também o risco de a operação parar quando aquela moto específica quebrar.

O custo invisível: ociosidade e cobertura

Aqui está a diferença que decide a maioria dos casos.

Moto parada custa igual. Se a sua demanda se concentra em duas horas do dia, você paga o dia inteiro por duas horas de uso. Terceirizado, você paga as duas horas.

Falta, atestado e férias não são exceção, são calendário. São 30 dias de férias por ano, mais feriados, mais o dia da consulta médica, mais o imprevisto. Nesses dias a demanda não desaparece — ela vira corrida avulsa de emergência, contratada em cima da hora, no valor mais caro que existe.

A pergunta certa não é "quanto custa um motoboy". É "quanto custa a minha entrega feita" — todo mês, inclusive nos dias em que o motoboy não está.

Como fazer a conta em dez minutos

  1. Levante o volume real. Quantas corridas sua empresa fez nos últimos três meses? Média mensal, não a estimativa otimista.
  2. Some o custo mensal total do modelo próprio — folha, encargos, provisões, moto, combustível, manutenção, seguro, equipamento.
  3. Divida um pelo outro. Esse é o seu custo por corrida hoje.
  4. Compare com um orçamento real de terceirizado para o mesmo volume — avulso e plano mensal.
  5. Acrescente o que a planilha esconde: o custo das coberturas de emergência dos últimos três meses.

Se você nunca fez essa divisão, o resultado costuma surpreender. É a conta que a maioria das empresas descobre tarde.

O que a terceirização resolve além do preço

Quando ter motoboy próprio compensa mesmo

Não vamos fingir que terceirizar é sempre melhor. Equipe própria faz sentido quando:

Se o seu caso é esse, ter próprio é a decisão certa — e ainda assim vale ter um terceirizado de retaguarda para os dias de cobertura.

O modelo do meio, que resolve a maioria

Entre "contratar um funcionário" e "pedir corrida avulsa" existe o plano mensal: rota fixa, horário definido, valor fechado no mês. Você ganha a previsibilidade do próprio sem a folha, e o financeiro passa a ter uma linha só em vez de trinta lançamentos.

Quer fazer essa conta com números reais?

Manda o volume mensal e a região das entregas. A gente devolve o comparativo com o seu cenário.

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Este conteúdo vale para as cinco cidades que atendemos saindo do Centro de Vila Velha. Veja a página da sua:

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Perguntas frequentes

Terceirizar motoboy gera vínculo trabalhista?

Não, quando a contratação é feita com empresa de CNPJ ativo que presta o serviço com meios próprios, emite nota fiscal e não fica subordinada à rotina interna do contratante. O contrato é entre empresas, e o profissional é vinculado à prestadora. Se a sua empresa tem dúvida sobre o caso concreto, vale uma conferida com o contador ou o jurídico.

Qual volume justifica ter motoboy próprio?

Não existe número universal, e desconfie de quem dá um. O que existe é a conta deste artigo: custo mensal total dividido pelo número real de corridas. Se o resultado por corrida ficar acima do orçamento terceirizado, o próprio está caro para o seu volume.

E se eu precisar de alguém disponível o dia inteiro?

Aí o modelo certo é o plano mensal com rota fixa, não a corrida avulsa. Você tem previsibilidade de horário e um valor fechado, sem folha de pagamento nem moto parada no seu custo.

Quem cobre férias, falta e atestado do motoboy próprio?

Essa é a linha que quase toda planilha esquece. Com equipe própria, a cobertura é problema da empresa — e quase sempre resolvida com uma corrida terceirizada de emergência, mais cara que a contratada com antecedência. Com serviço terceirizado, a cobertura é obrigação do prestador.

Vocês emitem nota fiscal e atendem por contrato?

Sim. CNPJ 46.178.859/0001-96, nota fiscal para empresas e planos mensais com escopo definido em contrato.